Mães na Pandemia

Introdução Como as mães sobreviveram a Pandemia? Me pergunto isso até hoje já não mais estando em pandemia. A conta das mulheres já não fecha faz tempo, com a pandemia do Covid-19 só foi escancarado essa conta negativa e fez a situação das mulheres se agravar. As mulheres tiveram várias consequências com a pandemia, como o aumento da violência doméstica, o desemprego, há 30 anos não se registrava uma participação tão baixa das mulheres no mercado de trabalho, a exaustão, a culpa e outros, mostrando como estão ainda num grupo vulnerável, principalmente se são mães e piorando se são mães solos ou negras. Embora já tenhamos várias transformações sociais nos últimos anos, às mulheres seguem recebendo cobranças indevidas. E ainda temos elas com mesmo papel central de cuidadoras da família e da casa. Se com os avanços as mulheres começaram a compartilhar o papel de prover a casa, e atualmente muitas mulheres são as únicas provedoras, sigo me questionando porque o cuidado familiar e doméstico segue sendo somente da obrigação das mulheres? Mães Elásticos Enfim, se já éramos consideradas mulheres elásticos, com a pandemia isso se agravou e gerou maior sofrimento psíquico, pois as mães foram trancadas dentro de casa com todos os seus papéis sociais a serem desenvolvidos ao mesmo tempo, cuidar dos filhos, dos estudos, das refeições, do home office, dos afazeres domésticos e etc, o trabalho e o cansaço para as mães só aumentaram, acrescido de medo e angústia por estar vivenciando a pandemia. Os homens não tiveram o mesmo impacto e sobrecarga que as mulheres na pandemia, inclusive existem pesquisas que mostram que eles tiveram até aumento de produtividade no trabalho. Costumamos dizer que “é preciso uma aldeia inteira para educar” (provérbio africano), mas a aldeia desapareceu, aqui está escancarada a importância da rede de apoio para as mães, às escolas foram fechadas e os avôs afastados para proteção, mas isso mostrou claramente a importância desses lugares para as crianças e para as mães. A tão defendida rotina não é essencial só para as crianças, é benéfica para as mães também, é o conjunto de uma rotina bem estabelecida e uma rede de apoio que é possível à mulher executar seus vários papéis sociais e ser mãe, sem enlouquecer. Saúde Mental das Mães Se numa vida dita como normal (pois acho que a vida materna nunca se encaixaria numa normalidade) já é de extrema dificuldade as mulheres encontrarem tempo para o autocuidado imagine em pandemia e isoladas, elas se sentiram sozinhas, incompreendidas, deprimidas, exaustas, culpadas e com consequências emocionais e mentais seríssimas. Conforme pesquisa abaixo é possível ter noção das consequências da pandemia para as mães: Conclusão Quando uma mulher se torna mãe, o seu maior questionamento começa a ser “Trabalhar como se não tivesse filhos ou criar filhos como se não trabalhasse?” e aí temos a tão conhecida culpa materna, pois as mães se cobram muito e sente-se em dívida o tempo inteiro e na pandemia isso não seria diferente, nem se o dia tivesse 48 horas elas dariam conta de executar todas as tarefas e cuidados necessários com o trabalho, filhos e casa. E para essa conta minimamente empatar, precisaríamos de muita empatia: empatia da sociedade, dos esposos e pais, da família, dos chefes e empresas, das outras mulheres e de nós mesmas, se dando conta que se uma mãe está mal à infância também é prejudicada, só podemos cuidar, quando estamos bem e para isso precisamos também ser cuidadas. E fica a reflexão, como está a saúde mental das mães, no pós pandemia?
Amor Materno

O amor materno como é vendido que assim que você descobre a gestação você se apaixonaráou que assim que o bebê nascer você sentirá algo incondicional não existe, não existe nenhuminstinto, o amor é uma construção, é no dia a dia, é conforme o vínculo se estabelece, é no toque, é nos cuidados, é na relação entre mãe e bebê que esse amor vai evoluindo. O Papel da Mulher na Sociedade Anteriormente a revolução industrial, o único papel da mulher era cuidar dos filhos e da casa, não existia outro lugar, após a revolução industrial, os homens saíram de casa para trabalhar, cuidar da vida pública, social e política dessa família e a mulher renúncia a isso e permanece ali como única responsável pelos filhos. Com o tempo, a mulher percebeu que poderia ser público, social e ser mãe, que não precisavaabdicar de um papel para desempenhar o outro. Claro que isso também vem da novaconstituição familiar, em que somente o homem não consegue mais ser o detentor do trabalho edo dinheiro, tendo a mulher aqui o papel também de compartilhar financeiramente em casa. Assim se deu uma transformação familiar, pois para ser profissional também, não daria para termais 4 ou 5 filhos como antigamente, com isso a família precisava ser menor, que é o que temosvisto atualmente, elas estão cada vez menores. Chegando aos dias atuais, a mulher não é só mãe, mas isso não faz dela menos mãe, isso fazdela um ser humano que tem vários papéis na vida a serem desempenhados como na profissão,no lazer, no relacionamento, nas viagens, nos desejos e objetivos. Mitos do Amor Materno Um mito importante de desmistificar, é que toda mulher nasceu pronta para ser mãe, isso não existe, a mulher pode e deve escolher ser mãe e apesar das cobranças da sociedade ou cobranças biológicas, ela não nasceu somente para procriar, isso é uma ideia antiga e equivocada, ser mãe é sim e deve ser uma escolha. O mito do amor materno é um fenômeno que depositam sobre nossos ombros nem sempredispostos e preparados para carregar tamanho peso. O preço que pagamos em qualquer escolha é alto. Mas nos dizem que é “lindo”, “nobre”, “divino” e “honroso”. Sim, existe este lado cor de rosa, mas tem outro lado com sentimentos ambivalentes, onde as renúncias, o cansaço, o trabalho, as preocupações e todas as mudanças vão pesar. Horas vamos amaro bebê, horas vamos nós questionar o que tínhamos na cabeça quando decidimos ser mãe, horas vamosquerer fugir e logo vamos perceber que estamos programando como levar os filhos juntos,sendo que são deles que queremos fugir. Definição de Amor Materno O amor materno é cômico, é belo, é doloroso, é muito amor e ódio junto, ou seja, é muita ambivalência, mas está tudo bem, você não é anormal por sentir tudo isso, essa é a verdadeira maternidade e esse é o real amor materno. É importante refletirmos, se é tão sublime a maternidade porque todas as portas sutilmente sefecham para as mães? Se uma mulher se torna tão especial após assumir o legado de portadorada continuidade da vida, porque é rejeitada e desvalorizada pelos homens, incluindo seuparceiro amoroso? Se nos tornamos seres tão dignos de honrarias, porque osempregos, a diversão, a sexualidade, entre outras coisas nos é negada após o parto? Conclusão Enfim, a maternidade deve ser uma escolha, consciente e conveniente. Escolho ser mãeporque quero experimentar outras formas de amar. E que esse amor não tenha o pesoimpositivo da incondicionalidade. Uma vez mãe, eu posso ou não amar meu filho. E esseamor terá os limites que coincidem com meus interesses.O amor materno assim como a maternidade não é sublime, pleno e realizador, é importanteter a percepção quer ser mãe vai contribuir para a plenitude da mulher e a sua realização,assim como outros papéis sociais, ser mãe não defini felicidade, e sim complementa.
O Maior Amor do Mundo – CinePsi

Com o dia das Mães se aproximando, a indicação de filme desse mês é “O Maior Amor do Mundo”. O título original do filme em inglês é Mother’s Day. O filme está disponível na Netflix, apesar do título em português trazer a ideia que o filme falará somente sobre o amor materno, na verdade, ele focará também nos desafios da maternidade e nos problemas de relacionamento. O longa conta diversas histórias paralelas de mães, filhas e avós que, cada uma à sua maneira,lida com as belezas e os desafios da maternidade, ao longo do filme essas histórias vão seentrelaçando. Sendo então um filme indicado para todas as mulheres que são mães, que serão mães, que optou por não ser mãe, que adotou pra ser mãe, que tem mãe e até mesmo para os papais, eles também são representados aqui. Vamos nos deparar com mães de todos os jeitos, algumas um pouco loucas, outras sérias, ou sexys, tem as caretas, as novas ou coroas, mães modernas e antiquadas, as mais alegres, algumas tristes, como também as mães mais previsíveis, as imprevisíveis e etc., ou seja, cada uma a sua maneira. A trama aborda o universo de vários tipos de mães às vésperas do Dia das Mães É uma típica comédia romântica que aborda de maneira leve e divertida vários temas da maternidade,relacionamentos inter-raciais, relacionamentos homoafetivos, casais separados, homens comfunção de ser mãe, mulheres que não querem casar e mulheres que optaram pela carreira. O filme poderia ter aprofundado mais os temas, contudo vale assistir para se divertir e tirar suas próprias conclusões.
A Maternidade e suas Faces?

A maternidade é o estado e qualidade de ser mãe, já face significa duas partes laterais que compõe a totalidade do nosso rosto.É a partir da união dessas duas palavras que convido todas as mulheres sejam tentantes,gestantes ou mães a pensar quais são as faces da maternidade, quais são esses rostos, essasduas partes, os desejos, as angústias, os medos e as transformações que a maternidade nostrás. Quais são as Faces da Maternidade? Sugiro que são diversas as faces, começo com o papel de ser mulher e o papel de ser filha, pois são duas funções que já possuímos anteriormente ao novo de ser mãe.Ser mãe implica em outras faces como a biológica, a emocional e a social. Uma das faces maisevidente, é a responsabilidade feminina de reproduzir, essa dádiva que só as mulheres possuemé o que garante a continuidade da espécie humana, que diria de passagem quantaresponsabilidade. Qual o significado da palavra “Mãe”? No nosso dicionário a palavra “MÃE” significa “Aquela que gerou, deu à luz ou criou um ou maisfilhos”, como também “Aquela que oferece cuidado, proteção, carinho ou assistência a quemprecisa”, além da definição de “Mulher muito dedicada”. Quantas faces desse significado demãe, pois é aquela que gerou, aquela que deu a luz, que criou, que cuidou, que protegeu e queamou. A palavra mãe é cheia de significados, já escutei várias vezes em consultório ou num bate papoinformal que ser mãe é algo divino, é muitas vezes considerado estado civil, mas é tambémmuitas vezes questionado como uma mãe pode deixar um filho abandonado. Outra face da maternidade pouco questionada é Quem sou eu antes e depois de uma gestação? Que mãe eu sou? E que mãe eu gostaria de ser? Assim como que mãe eu tive? E que mãe que gostaria de ter tido? É um amor incondicional, mas também é devastador, porque eu amo esse novo ser que eugerei, mas também vivo num furação de transformações. E aqui fica a reflexão para vocês, quais são as Faces da Maternidade?