Publicado em maio 31, 2024

O amor materno como é vendido que assim que você descobre a gestação você se apaixonará
ou que assim que o bebê nascer você sentirá algo incondicional não existe, não existe nenhum
instinto, o amor é uma construção, é no dia a dia, é conforme o vínculo se estabelece, é no toque, é nos cuidados, é na relação entre mãe e bebê que esse amor vai evoluindo.

O Papel da Mulher na Sociedade

Anteriormente a revolução industrial, o único papel da mulher era cuidar dos filhos e da casa, não existia outro lugar, após a revolução industrial, os homens saíram de casa para trabalhar, cuidar da vida pública, social e política dessa família e a mulher renúncia a isso e permanece ali como única responsável pelos filhos.

Com o tempo, a mulher percebeu que poderia ser público, social e ser mãe, que não precisava
abdicar de um papel para desempenhar o outro. Claro que isso também vem da nova
constituição familiar, em que somente o homem não consegue mais ser o detentor do trabalho e
do dinheiro, tendo a mulher aqui o papel também de compartilhar financeiramente em casa.


Assim se deu uma transformação familiar, pois para ser profissional também, não daria para ter
mais 4 ou 5 filhos como antigamente, com isso a família precisava ser menor, que é o que temos
visto atualmente, elas estão cada vez menores.


Chegando aos dias atuais, a mulher não é só mãe, mas isso não faz dela menos mãe, isso faz
dela um ser humano que tem vários papéis na vida a serem desempenhados como na profissão,
no lazer, no relacionamento, nas viagens, nos desejos e objetivos.

Mitos do Amor Materno

Um mito importante de desmistificar, é que toda mulher nasceu pronta para ser mãe, isso não existe, a mulher pode e deve escolher ser mãe e apesar das cobranças da sociedade ou cobranças biológicas, ela não nasceu somente para procriar, isso é uma ideia antiga e equivocada, ser mãe é sim e deve ser uma escolha.

O mito do amor materno é um fenômeno que depositam sobre nossos ombros nem sempre
dispostos e preparados para carregar tamanho peso. O preço que pagamos em qualquer
escolha é alto. Mas nos dizem que é “lindo”, “nobre”, “divino” e “honroso”.

Sim, existe este lado cor de rosa, mas tem outro lado com sentimentos ambivalentes, onde as renúncias, o cansaço, o trabalho, as preocupações e todas as mudanças vão pesar. Horas vamos amar
o bebê, horas vamos nós questionar o que tínhamos na cabeça quando decidimos ser mãe, horas vamos
querer fugir e logo vamos perceber que estamos programando como levar os filhos juntos,
sendo que são deles que queremos fugir.

Definição de Amor Materno


O amor materno é cômico, é belo, é doloroso, é muito amor e ódio junto, ou seja, é muita ambivalência, mas está tudo bem, você não é anormal por sentir tudo isso, essa é a verdadeira maternidade e esse é o real amor materno.

É importante refletirmos, se é tão sublime a maternidade porque todas as portas sutilmente se
fecham para as mães? Se uma mulher se torna tão especial após assumir o legado de portadora
da continuidade da vida, porque é rejeitada e desvalorizada pelos homens, incluindo seu
parceiro amoroso? Se nos tornamos seres tão dignos de honrarias, porque os
empregos, a diversão, a sexualidade, entre outras coisas nos é negada após o parto?

Conclusão


Enfim, a maternidade deve ser uma escolha, consciente e conveniente. Escolho ser mãe
porque quero experimentar outras formas de amar. E que esse amor não tenha o peso
impositivo da incondicionalidade. Uma vez mãe, eu posso ou não amar meu filho. E esse
amor terá os limites que coincidem com meus interesses.
O amor materno assim como a maternidade não é sublime, pleno e realizador, é importante
ter a percepção quer ser mãe vai contribuir para a plenitude da mulher e a sua realização,
assim como outros papéis sociais, ser mãe não defini felicidade, e sim complementa.

Comentários 1

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  • […] na Netflix, apesar do título em português trazer a ideia que o filme falará somente sobre o amor materno, na verdade, ele focará também nos desafios da maternidade e nos problemas de […]

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